{"id":1389,"date":"2013-07-04T00:04:16","date_gmt":"2013-07-04T03:04:16","guid":{"rendered":"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=1389"},"modified":"2013-07-04T00:04:16","modified_gmt":"2013-07-04T03:04:16","slug":"a-curiosa-historia-da-fabrica-de-software","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=1389","title":{"rendered":"A Curiosa Hist\u00f3ria da &#8220;F\u00e1brica de Software&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Factory.svg_.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1390\" title=\"Factory.svg\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Factory.svg_-300x261.png\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"157\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Factory.svg_-300x261.png 300w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Factory.svg_.png 502w\" sizes=\"(max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/a>Enquanto escrevia meu trabalho de conclus\u00e3o de curso sobre <a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=1385\">ass\u00e9dio moral em f\u00e1bricas de software<\/a> fiz algumas descobertas que mudaram profundamente minha vis\u00e3o a respeito do nosso mercado. Dentre estas descobertas est\u00e1 a curiosa hist\u00f3ria que vou relatar neste post do termo &#8220;f\u00e1brica de software&#8221;.<\/p>\n<p>Eu precisava de relatos de ass\u00e9dio moral (bullying) ocorridos fora do Brasil e simplesmente n\u00e3o os encontrava. Ainda mais interessante, ao buscar a tradu\u00e7\u00e3o literal do termo, &#8220;software factories&#8221; encontrava uma s\u00e9rie de softwares a venda. Ora, software n\u00e3o gera ass\u00e9dio. Meu segundo passo foi buscar uma tradu\u00e7\u00e3o para o termo e, para minha surpresa, tamb\u00e9m n\u00e3o encontrava algo que pudesse me satisfazer.<\/p>\n<p>Questionei diversas pessoas em busca de uma tradu\u00e7\u00e3o para o termo e, ainda mais curioso, ningu\u00e9m me dava uma tradu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fosse a literal. A minha antiga percep\u00e7\u00e3o de que nosso <a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=1230\">grande problema em desenvolvimento de software \u00e9 lingu\u00edstico<\/a> se mostrava cada vez mais forte. Uma mera percep\u00e7\u00e3o n\u00e3o era suficiente: eu precisava de fatos. E eis que come\u00e7a minha pesquisa. Segue a hist\u00f3ria.<\/p>\n<h2>Jap\u00e3o: a Hitachi em 1969<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/japan-flag.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1392\" title=\"japan-flag\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/japan-flag-300x203.gif\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"122\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/japan-flag-300x203.gif 300w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/japan-flag.gif 390w\" sizes=\"(max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/a>Em 1969 enquanto o mundo se maravilhava com o homem chegando \u00e0 Lua a Hitachi japonesa cunhava o termo &#8220;software factory&#8221; com extremo sucesso na sua divis\u00e3o &#8220;Software Works&#8221;. \u00c9 interessante que o termo &#8220;f\u00e1brica&#8221; (<em>factory<\/em>) neste momento j\u00e1 \u00e9 considerado pol\u00eamico. O objetivo da Hitachi era maximizar sua produtividade e <em>qualidade<\/em> atrav\u00e9s do reuso de componentes de software tirando m\u00e1ximo proveito da sua escassa m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>Toda pe\u00e7a de software escrita pela Hitachi a partir deste momento s\u00f3 \u00e9 gerada se pode ser reaproveitada em mais de um contexto. &#8220;F\u00e1brica&#8221; aqui diz muito mais a respeito do modo como estes componentes s\u00e3o combinados de forma a atender as necessidades dos clientes do que com linha de montagem. Ali\u00e1s<em>, n\u00e3o h\u00e1 linha de montagem<\/em> como nas brasileiras, que se materializam sob a forma do modelo em cascata.<\/p>\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s da f\u00e1brica de software japonesa \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de chips, \u00e1rea na qual a Hitachi j\u00e1 possu\u00ed alguma experi\u00eancia. Quando um circuito integrado \u00e9 projetado, normalmente s\u00e3o usadas estruturas chamadas ASICs (Application Specific Integration Curcuit), que s\u00e3o como componentes eletr\u00f4nicos na forma de circuitos integrados. Estes possuem fun\u00e7\u00f5es muito bem definidas, como por exemplo processar determinado tipo de sinal. A id\u00e9ia b\u00e1sica era: se conseguimos criar circuitos integrados desta forma, por que n\u00e3o aplicar o mesmo princ\u00edpio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de software?<\/p>\n<p>Surgem na Hitachi iniciativas como a cria\u00e7\u00e3o de <em>workbenches <\/em>para documentar e construir componentes. Sabe o que estes <em>workbenches<\/em> influenciaram na cria\u00e7\u00e3o? A IDE que voc\u00ea usa ao programar. Surgem tamb\u00e9m novas pr\u00e1ticas de componentiza\u00e7\u00e3o, melhorias na documenta\u00e7\u00e3o e diversas outras t\u00e9cnicas que de uma forma ou outra acabaram por entrar em nosso dia a dia.<\/p>\n<p>E o sucesso da Hitachi \u00e9 absoluto: 90% de reuso. Mas como isto \u00e9 poss\u00edvel? A partir de um esfor\u00e7o gigantesco voltado \u00e0 componentiza\u00e7\u00e3o e foco nos nichos em que a empresa atuava: componentes eletr\u00f4nicos\/el\u00e9tricos. <strong>Todo o desenvolvimento \u00e9 voltado para um nicho espec\u00edfico<\/strong>: o da empresa.  Leia este artigo de 1987 publicado pelo MIT sobre o assunto:&#8221;<a href=\"http:\/\/dspace.mit.edu\/bitstream\/handle\/1721.1\/48057\/hitachipioneerinx00cusu.pdf?sequence=1\">Hitachi: pioneering the &#8220;Factory&#8221; Strategy and Structure for Large Scale Software Development<\/a>&#8220;. Nota: repare no termo que \u00e9 incluido entre \u00e1spas.<\/p>\n<h2>1986: Europa e sua iniciativa Eureka<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ee-lgflag.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1396\" title=\"ee-lgflag\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ee-lgflag-300x203.gif\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"122\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ee-lgflag-300x203.gif 300w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ee-lgflag.gif 447w\" sizes=\"(max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/a>Em 1986 iniciou-se um projeto europeu chamado &#8220;Eureka Software Factory&#8221;, tamb\u00e9m conhecida como &#8220;f\u00e1brica de software gen\u00e9rica&#8221;. O objetivo era obter o mesmo sucesso dos nossos amigos japoneses incentivando a constru\u00e7\u00e3o de componentes reutiliz\u00e1veis de software.<\/p>\n<p>Foi uma iniciativa que tinha como vis\u00e3o um mercado europeu composto por uma s\u00e9rie de produtores de componentes que seriam vendidos para as empresas, que por sua vez ter\u00edam apenas a fun\u00e7\u00e3o de integr\u00e1-los a fim de satisfazer suas necessidades.  Ter\u00edamos empresas especializadas, por exemplo, na constru\u00e7\u00e3o de componentes respons\u00e1veis por gera\u00e7\u00e3o de notas fiscais eletr\u00f4nicas, valida\u00e7\u00e3o de dados, e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>O projeto durou aproximadamente 10 anos e em seu desenvolvimento criou-se uma s\u00e9rie de protocolos e interfaces padronizadas que permitissem aos consumidores adquirir componentes <strong>compat\u00edveis<\/strong> que pudessem f\u00e1cilmente ser integrados em um sistema maior.  Voc\u00ea prov\u00e1velmente n\u00e3o encontrar\u00e1 muito material sobre a iniciativa Eureka pois esta &#8220;falhou&#8221; miser\u00e1velmente. Ao negar o foco em um nicho espec\u00edfico a constru\u00e7\u00e3o de componentes se torna muito vaga: consequentemente os desenvolvedores europeus n\u00e3o compraram a id\u00e9ia.<\/p>\n<p>O fracasso n\u00e3o quer dizer que a Eureka tenha sido em v\u00e3o, muito pelo contr\u00e1rio. Diversas abordagens que vemos hoje como por exemplo SOA t\u00eam suas ra\u00edzes (mesmo que muito indiretamente) \u00a0nos padr\u00f5es arquiteturais desenvolvidos pelo projeto.  O melhor texto que encontrei sobre a iniciativa Eureka \u00e9 tamb\u00e9m a melhor descri\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da iniciativa das f\u00e1bricas de software. Trata-se do texto &#8220;The Software Factory: Contributions and Illusions&#8221;, cujo cap\u00edtulo 17, que trata da iniciativa Eureka e tamb\u00e9m da f\u00e1brica japonesa pode ser acessado neste <a href=\"http:\/\/www.larsmathiassen.org\/17.pdf\">link<\/a>.<\/p>\n<h2>D\u00e9cada de 1990: Estados Unidos e CMM<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/usa_flag.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1397\" title=\"usa_flag\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/usa_flag-300x157.png\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"94\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/usa_flag-300x157.png 300w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/usa_flag.png 570w\" sizes=\"(max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/a>O Departamento de Defesa dos EUA tinha preju\u00edzos gigantescos com seus fornecedores de software, e com isto cria a iniciativa CMM (Capability Maturity Model) que dar\u00e1 origem ao nosso conhecido CMMI. O objetivo era padronizar os processos dos seus fornecedores a fim de minimizar a possibilidade de enfrentarem preju\u00edzos nestes contratos. B\u00e1sicamente a primeira forma do CMM era um formul\u00e1rio usado pelo contratante na an\u00e1lise do fornecedor a fim de, entre outras coisas, verificar se este era <em>compat\u00edvel com suas necessidades<\/em>.<\/p>\n<p>Repare que interessante: o CMM surge gra\u00e7as a uma necessidade do cliente, n\u00e3o do fornecedor. Ao contr\u00e1rio das iniciativas europ\u00e9ia e japonesa, o foco n\u00e3o est\u00e1 mais nas ferramentas usadas, mas sim no processo desenvolvido. O componente adquire uma natureza menos t\u00e9cnica e mais epistemol\u00f3gica: v\u00eamos claramente o foco na gest\u00e3o do conhecimento. Conhecimento \u00e9 sempre compat\u00edvel. \u00c9 a palavra tecnologia levada ao seu literal, ou seja, como conhecimento (logos) a respeito da t\u00e9cnica (technos).<\/p>\n<p>A id\u00e9ia b\u00e1sica \u00e9 a de que com um processo que vise sempre o seu pr\u00f3prio aprimoramento voc\u00ea consiga mais f\u00e1cilmente repetir a execu\u00e7\u00e3o de projetos e com isto entregar com maior qualidade e dentro do prazo o software que seu cliente precisa.  A f\u00e1brica de software brasileira \u00e9 profundamente influenciada pelo modelo CMMI (basta ver o MPS.br).<\/p>\n<p>Ainda aqui v\u00eamos o foco em nichos espec\u00edficos de mercado. Os fornecedores normalmente possuem expertise em uma \u00e1rea de conhecimento que os possibilita construir softwares para uma \u00e1rea espec\u00edfica. Apesar de lindo na apar\u00eancia, o CMMI \u00e9 alvo de diversas cr\u00edticas atualmente, dentre as quais o fato de que possuir um belo processo n\u00e3o implica em ganho de qualidade necess\u00e1riamente, e tamb\u00e9m o fato de muitos se certificarem apenas para conseguir clientes, e n\u00e3o para obter qualidade. Uma cr\u00edtica muito bem fundada a este modelo pode ser lida neste <a href=\"http:\/\/www.scribd.com\/doc\/11161107\/Fallacy-of-ISOCMMI-Certifications\">link<\/a>.<\/p>\n<h2>E no Brasil?<\/h2>\n<p>No Brasil f\u00e1bricas de software desenvolvem para qualquer nicho. Ali\u00e1s, desenvolvem para um nicho espec\u00edfico: se chama mercado ( :) ) ao contr\u00e1rio do que ocorre nos tr\u00eas modelos que apontei acima. O termo f\u00e1brica \u00e9 levado em seu sentido <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fordismo\">fordista<\/a> literal, ou seja, como uma linha de montagem que se inicia nos requisitos e termina no teste sob a forma do modelo em cascata. A id\u00e9ia do especialista em tudo, tal como se observa na pr\u00e1tica se formos analisar friamente \u00e9 um contra-senso: especialista requer foco, se voc\u00ea n\u00e3o o possu\u00ed ent\u00e3o se torna o famoso &#8220;especialista em nada&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar do CMMI apresentar a pol\u00edtica de reuso como uma das pr\u00e1ticas a serem atingidas pelas empresas que queiram se certificar nos n\u00edveis mais elevados, n\u00e3o v\u00eamos a sua produ\u00e7\u00e3o e manejo tal como ocorreu no modelo japon\u00eas, europeu e norte-americano. E n\u00e3o: comprar componentes para o seu Delphi ou Visual Studio n\u00e3o caracterizaria sua f\u00e1brica no mesmo n\u00edvel, pois esta n\u00e3o est\u00e1 criando componentes espec\u00edficos para o mercado.<\/p>\n<p>O mais pr\u00f3ximo que v\u00eamos do termo origin\u00e1rio &#8220;f\u00e1brica de software&#8221; s\u00e3o empresas como a TOTVS que realmente constr\u00f3em componentes para seus ERPs. Tirando isto, a f\u00e1brica que atende qualquer um est\u00e1 bem longe daquela que vemos na Hitachi de 1969.  Ainda pior, v\u00eamos na vis\u00e3o literal da f\u00e1brica brasileira a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas claramente <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Taylorismo\">tayloristas<\/a>, como o exagero de foco em \u00edndices e a aliena\u00e7\u00e3o do profissional do processo produtivo o que propicia enormemente a ocorr\u00eancia do <a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=1385\">ass\u00e9dio moral<\/a>.<\/p>\n<h2>E fora do Brasil? O que houve com as reais f\u00e1bricas de software?<\/h2>\n<p>Aparentemente o conceito de f\u00e1brica de software como t\u00e9cnicas visando m\u00e1ximo reuso de componentes n\u00e3o se popularizou. Elas com certeza existem, por\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 uma grande produ\u00e7\u00e3o de artigos nos \u00faltimos seis ou sete anos sobre esta t\u00e9cnica. O mais pr\u00f3ximo que pude encontrar da realidade brasileira no exterior foi um <a href=\"http:\/\/h71028.www7.hp.com\/enterprise\/downloads\/SW_Factory.pdf.pdf\">folheto da HP de 2003<\/a> no qual a \u00eanfase se d\u00e1 mais ao termo <em>outsourcing<\/em> do que <em>f\u00e1brica<\/em> ao oferecerem servi\u00e7os de desenvolvimento de sistemas baseados nas pr\u00e1ticas CMMI. Por\u00e9m, lendo com aten\u00e7\u00e3o este documento voc\u00ea percebe caracter\u00edsticas do modelo europeu sob a forma de ferramentas e t\u00e9cnicas de desenvolvimento.<\/p>\n<p>O conceito de f\u00e1brica de software focado em componentiza\u00e7\u00e3o aparentemente adquiriu uma nova cara: integra\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, como pode ser visto, por exemplo, nesta <a href=\"http:\/\/www.slideshare.net\/Prolifics\/software-factories-in-the-real-world-how-an-ibm-websphere-integration-factory-helped-an-automotive-retailer-keep-its-customers-on-the-road\">apresenta\u00e7\u00e3o da IBM<\/a> aonde o termo \u00e9 aplicado novamente. No mais, o termo basicamente caiu em desuso at\u00e9 onde pude observar, ou ent\u00e3o simplesmente adquiriu outras formas como por exemplo SOA e outras pr\u00e1ticas de integra\u00e7\u00e3o de sistemas.<\/p>\n<h2>Conclus\u00f5es<\/h2>\n<p>O que chamamos de f\u00e1brica de software n\u00e3o \u00e9 uma f\u00e1brica de software, mas sim um servi\u00e7o de outsourcing de desenvolvimento de sistemas, o que \u00e9 bastante diferente. \u00a0A partir do momento em que adotamos met\u00e1foras ruins para descrever o que fazemos acabamos por nos enganar a respeito dos nossos reais objetivos profissionais, mas <a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=1230\">j\u00e1 falei algo sobre isto anteriormente<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto escrevia meu trabalho de conclus\u00e3o de curso sobre ass\u00e9dio moral em f\u00e1bricas de software fiz algumas descobertas que mudaram profundamente minha vis\u00e3o a respeito do nosso mercado. 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