{"id":4077,"date":"2023-05-14T10:28:00","date_gmt":"2023-05-14T13:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=4077"},"modified":"2023-05-14T10:28:04","modified_gmt":"2023-05-14T13:28:04","slug":"eu-e-o-clean-code-parte-3-o-nefasto-capitulo-sobre-comentarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=4077","title":{"rendered":"Eu e o Clean Code &#8211; Parte 3 &#8211; O Nefasto Cap\u00edtulo sobre Coment\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"805\" height=\"384\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cover_cap_4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4084\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cover_cap_4.jpg 805w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cover_cap_4-300x143.jpg 300w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/cover_cap_4-768x366.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 805px) 100vw, 805px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Finalmente come\u00e7o a comentar alguns dos cap\u00edtulos do &#8220;C\u00f3digo Limpo&#8221; mais a fundo contando minhas experi\u00eancias a respeito. O termo &#8220;experi\u00eancia&#8221; aqui \u00e9 o mais adequado pois vou falar sobre os efeitos que vi do cap\u00edtulo 4 (&#8220;Coment\u00e1rios&#8221;) do livro em pessoas com quem trabalhei, projetos nos quais atuei e hist\u00f3rias que chegaram a mim.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo &#8220;Nefasto&#8221; tamb\u00e9m foi bem pensado: na minha experi\u00eancia este \u00e9 um dos textos que mais problemas trouxe para a nossa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia essencial por tr\u00e1s deste cap\u00edtulo \u00e9 que os coment\u00e1rios s\u00e3o um mal necess\u00e1rio e que s\u00f3 existem por que n\u00e3o conseguimos nos expressar de forma clara atrav\u00e9s do nosso c\u00f3digo. Com o tempo as pessoas foram percebendo que esta \u00e9 na realidade uma ideia muito ruim, inclusive seus mais ardorosos defensores criaram um novo termo: &#8220;coment\u00e1rios estrat\u00e9gicos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o neste post vou primeiro analisar como o texto \u00e9 escrito e depois apresentar minhas pr\u00f3prias ideias sobre o tema baseadas em outros autores que li e minhas pr\u00f3prias experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Alguns avisos<\/h3>\n\n\n\n<p>Aqui falo sobre a tradu\u00e7\u00e3o do livro &#8220;Clean Code&#8221; para o portugu\u00eas feito pela editora Alta Books. Para esta an\u00e1lise n\u00e3o levo em considera\u00e7\u00e3o o texto original.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta terceira parte \u00e9 fundamentada no que apresento nas duas primeiras desta s\u00e9rie nas quais analiso o modo como o texto \u00e9 escrito e como, acredito, este gera comportamentos exageradamente exaltados em parte dos seus leitores. Caso n\u00e3o as tenha lido e se interesse, seguem os links:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=3879\">Parte 1 &#8211; Catequiza\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=4063\">Parte 2 &#8211; Descompilando<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se exalte nos coment\u00e1rios deste blog. Ele \u00e9 meu, pessoal, e bloqueio quem eu quiser. Todos s\u00e3o bem vindos para discutir, mas ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a ler tratados e coment\u00e1rios agressivos aqui. <\/p>\n\n\n\n<p>Tal como nos outros textos n\u00e3o quero estar certo, mas levantar uma discuss\u00e3o para que seja poss\u00edvel termos uma leitura mais cr\u00edtica e rica do texto e crescer neste assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 um texto sobre pol\u00edtica (mas toca no tema (contradit\u00f3rio hein? (\u00e9))).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em 2000 eu trabalhava em uma livraria&#8230;<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"832\" height=\"315\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/livraria_travessa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4090\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/livraria_travessa.jpg 832w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/livraria_travessa-300x114.jpg 300w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/livraria_travessa-768x291.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 832px) 100vw, 832px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com 21 anos tive meu primeiro emprego que achava realmente &#8220;s\u00e9rio&#8221;: trabalhava como vendedor (&#8220;livreiro&#8221;) na Livraria da Travessa em Belo Horizonte, que era focada em livros da \u00e1rea de Ci\u00eancias Humanas. Foi um per\u00edodo important\u00edssimo para minha forma\u00e7\u00e3o pois tive contato com diversos autores que me forjaram e alguns que me enganaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os autores que me enganaram havia um em especial que me seduziu inicialmente pelo comportamento dos seus leitores. Eles chegavam a mim desconfiados, falando baixo, olhando para os lados com medo de serem vistos pedindo seus livros. Diziam que era algu\u00e9m com opini\u00f5es muito fortes e que tecia cr\u00edticas ferozes aos intelectuais e m\u00eddia da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>(eu sempre achava que estes leitores iam me pedir algum livro pornogr\u00e1fico e ficava decepcionado depois quando descobria o que realmente queriam&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tinha 21 anos, n\u00e3o sabia nada da vida (ainda n\u00e3o sei) e algu\u00e9m que xingava s\u00f3 podia ser coisa boa. Li alguns dos seus textos naquela \u00e9poca e o achei realmente brilhante. Era cativante por que o modo como criticava o mundo me fazia sentir que eu era parte de um grupo seleto que agora via as coisas &#8220;como realmente eram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano seguinte entrei para o curso de Filosofia e tive contato com outros autores, foi quando resolvi reler o tal autor de forma mais atenta e fiquei chocado com a quantidade de bobagens e absurdos que este dizia de forma t\u00e3o sedutora. Era absurdo: escrevia sobre Arist\u00f3teles, por exemplo, como se fosse um expert, mas nunca o havia lido no original (neste caso \u00e9 necess\u00e1rio), relativizava escravid\u00e3o e, no final das contas era s\u00f3 um infeliz cuja escrita exteriorizava suas pr\u00f3prias frustra\u00e7\u00f5es e alimentava o ressentimento alheio.<\/p>\n\n\n\n<p>(Quem n\u00e3o tem frustra\u00e7\u00f5es? Quem n\u00e3o se sente confortado ao ver algu\u00e9m atacando a fonte de nossos ressentimentos?)<\/p>\n\n\n\n<p>E esta sensa\u00e7\u00e3o de desconstru\u00e7\u00e3o da genialidade (aka &#8220;perceber que era uma grande bobagem que havia me iludido&#8221;) que tive ao ler atentamente este autor e a postura de diversos dos seus leitores que se mostraram pessoas fanatizadas com o tempo (&#8220;catequizadores&#8221;) me lembram muito a minha experi\u00eancia com o texto do cap\u00edtulo &#8220;Coment\u00e1rios&#8221;. O autor a que me refiro foi o Olavo de Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"560\" height=\"384\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/olavo_uncle_bob.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4078\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/olavo_uncle_bob.jpeg 560w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/olavo_uncle_bob-300x206.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Minha primeira impress\u00e3o sobre este cap\u00edtulo foi t\u00e3o positiva que em 2016 escrevi neste blog sobre o assunto e ao final recomendava este texto. Duvida? Aqui o <a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=2490\">link<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de que eu s\u00f3 escrevia coment\u00e1rios por que meu c\u00f3digo n\u00e3o era claro o suficiente foi por um tempo inclusive um incentivo para que eu escrevesse c\u00f3digo mais f\u00e1cil de ser mantido. Entretanto com o tempo ficou claro que a quest\u00e3o era bem mais profunda e muito mais rica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Um aviso sobre olavo de carvalho<\/h3>\n\n\n\n<p>Apesar de ter comparado Robert Martin a Olavo de Carvalho este texto n\u00e3o \u00e9 sobre Olavo de Carvalho. <\/p>\n\n\n\n<p>As similaridades acabam nos pontos que mencionei (a constata\u00e7\u00e3o de que o cap\u00edtulo sobre Coment\u00e1rios n\u00e3o era genial, mas t\u00f3xico e parte dos seus leitores que se tornaram catequizadores). Robert Martin n\u00e3o tem um passado t\u00e3o terr\u00edvel quanto carvalho, nem disseminou desinforma\u00e7\u00e3o (at\u00e9 onde sei) durante a pandemia, o que pode ter causado a morte de pessoas (no caso do Brasil, <strong>muita gente<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>Robert Martin deixar\u00e1 um legado positivo, ao contr\u00e1rio de carvalho (mesmo tendo escrito este cap\u00edtulo sobre o qual escrevo).<\/p>\n\n\n\n<p>(e eu n\u00e3o vou aceitar coment\u00e1rios sobre carvalho neste blog (\u00e9 meu, aceito o que quiser aqui))<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">De qual C\u00f3digo Limpo estou falando?<\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"790\" height=\"560\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/codigo_limpo_alternativo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4086\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/codigo_limpo_alternativo.jpg 790w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/codigo_limpo_alternativo-300x213.jpg 300w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/codigo_limpo_alternativo-768x544.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 790px) 100vw, 790px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tal como disse no primeiro post da s\u00e9rie h\u00e1 claramente duas vers\u00f5es do livro: a oficial e a n\u00e3o oficial. A segunda diz respeito aos coment\u00e1rios e diversas interpreta\u00e7\u00f5es ao texto que, neste caso, mudam bastante o significado do que est\u00e1 na vers\u00e3o oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui falo da vers\u00e3o oficial e, tal como dito na introdu\u00e7\u00e3o, da tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas feita pela editora Alta Books. Mas vou contar mais adiante uma hist\u00f3ria que me aconteceu relativa \u00e0 vers\u00e3o &#8220;alternativa&#8221; do livro.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Constru\u00e7\u00e3o do argumento<\/h1>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio do cap\u00edtulo \u00e9 o momento em que o autor nos seduz para concordarmos com seu argumento usando as estrat\u00e9gias que j\u00e1 vimos nas primeiras duas partes: met\u00e1foras morais, express\u00f5es controversas e um claro apelo \u00e0 emo\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Logo no in\u00edcio o leitor ser\u00e1 induzido a ter uma percep\u00e7\u00e3o negativa sobre coment\u00e1rios e isto fica bem claro nas cita\u00e7\u00f5es que trago abaixo, presentes logo no come\u00e7o do cap\u00edtulo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Nada pode ser t\u00e3o prejudicial quanto um velho coment\u00e1rio mal feito que dissemina <strong>mentiras<\/strong> e <strong>informa\u00e7\u00f5es incorretas&#8221;<\/strong><\/p>\n<cite>Robert C. Martin &#8211; primeiro par\u00e1grafo do cap\u00edtulo &#8211; j\u00e1 come\u00e7a com met\u00e1foras morais<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Coment\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o como a Lista de Schindler. N\u00e3o s\u00e3o o &#8220;bom puro&#8221;. De fato, eles s\u00e3o, <strong>no m\u00e1ximo, um mal necess\u00e1rio<\/strong>.&#8221;<\/p>\n<cite>Robert C. Martin &#8211; segundo par\u00e1grafo do cap\u00edtulo &#8211; (aqui se v\u00ea problemas na tradu\u00e7\u00e3o inclusive). Observe o apelo \u00e1 emo\u00e7\u00e3o na refer\u00eancia ao filme.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;O uso adequado de coment\u00e1rios \u00e9 compensar <strong>nosso fracasso<\/strong> em nos expressar no c\u00f3digo&#8221;<\/p>\n<cite>Robert C. Martin &#8211; terceiro par\u00e1grafo do cap\u00edtulo &#8211; (discordo muito sobre isto e falarei mais adiante) (de novo, repare que tradu\u00e7\u00e3o ruim na coloca\u00e7\u00e3o dos termos)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Por que eu n\u00e3o gosto de coment\u00e1rios? <strong>Porque eles mentem<\/strong>&#8220;<\/p>\n<cite>Robert C. Martin &#8211; quinto par\u00e1grafo do texto. Aten\u00e7\u00e3o para o uso de met\u00e1fora moral tal como aponto na <a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=4063\">segunda parte<\/a> desta s\u00e9rie.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mesmo quando vai falar sobre quando coment\u00e1rios s\u00e3o positivos, o autor nos solta um&#8230;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Tenha em mente, contudo, que o \u00fanico coment\u00e1rio verdadeiramente bom \u00e9 aquele em que voc\u00ea encontrou uma forma para n\u00e3o escrev\u00ea-lo&#8221;<\/p>\n<cite>Robert C. Martin &#8211; primeiro par\u00e1grafo da se\u00e7\u00e3o &#8220;Coment\u00e1rios Bons&#8221; do cap\u00edtulo. Novamente, aten\u00e7\u00e3o para a m\u00e1 tradu\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo o mal gosto da express\u00e3o usada pelo autor.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia o autor vai expor o que considera serem coment\u00e1rios v\u00e1lidos: observe que interessante.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Informa\u00e7\u00f5es legais &#8211; coment\u00e1rios sobre licen\u00e7a de uso, por exemplo.<\/li>\n\n\n\n<li>Coment\u00e1rios informativos (no texto \u00e9 propositalmente vago o que ele chama de &#8220;coment\u00e1rios informativos&#8221;).<\/li>\n\n\n\n<li>Explicita\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o (a maior parte dos coment\u00e1rios na realidade \u00e9 a explicita\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o).<\/li>\n\n\n\n<li>Esclarecimentos.<\/li>\n\n\n\n<li>Alertas sobre consequ\u00eancias.<\/li>\n\n\n\n<li>TODOs.<\/li>\n\n\n\n<li>Destaques.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Observe que s\u00e3o tipos de coment\u00e1rios realmente super v\u00e1lidos, mas sabe o que \u00e9 interessante? Na tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas \u00e9 gasto o <strong>dobro de p\u00e1ginas<\/strong> para falar sobre coment\u00e1rios ruins. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante observar a linguagem adotada pelo autor na descri\u00e7\u00e3o dos coment\u00e1rios ruins: \u00e9 muito parecida com aquela adotada por pessoas que agridem seus colegas (normalmente iniciantes) em seus code reviews. Vamos a um exemplo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00c0s vezes voc\u00ea v\u00ea coment\u00e1rios que nada s\u00e3o al\u00e9m de &#8220;chiados&#8221;. Eles dizem o \u00f3bvio e n\u00e3o fornecem novas informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>\/**<br>  Default constructor<br>*\/<br>protected AnnualDateRule() {<br>}<br>Ah, <em>s\u00e9rio<\/em>? Ou este:<br>\/** Dia do m\u00eas *\/<br>private int dayOfMonth;<\/p>\n<cite>Robert C. Martin &#8211; Cap\u00edtulo 4 &#8211; Se\u00e7\u00e3o coment\u00e1rios ruidosos. Grifo do autor.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Consigo imaginar um leitor neste momento me questionando: &#8220;<em>Kico, s\u00e9rio? Isto a\u00ed que voc\u00ea est\u00e1 falando \u00e9 mimimi!!!<\/em>&#8221; (<strong>detesto<\/strong> a express\u00e3o &#8220;mimimi&#8221;). Respondo: s\u00e9rio. Na minha experi\u00eancia um dos maiores danos que voc\u00ea pode causar a quem est\u00e1 iniciando \u00e9 justamente este tipo de linguagem em um code review.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas aqui h\u00e1 uma raz\u00e3o para tal: faz parte da estrat\u00e9gia do autor de conquistar o leitor pela rabugice e ridiculariza\u00e7\u00e3o t\u00f3xica de erros muito comuns por quem est\u00e1 come\u00e7ando (o que gera a sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento a um grupo seleto  de seus leitores). H\u00e1 personagens que usam a mesma estrat\u00e9gia para conquistar o espectador: Dr. House, Chefe Ramsay, ju\u00edzes cru\u00e9is de reality shows, Steve Jobs&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>(a glamoriza\u00e7\u00e3o do babaca)<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea j\u00e1 tem muitos anos de experi\u00eancia, tal como eu, talvez tenha se esquecido que quando come\u00e7ou os coment\u00e1rios muito provavelmente eram o que te ajudavam a ter seguran\u00e7a nos seus primeiros c\u00f3digos. Atacar esta &#8220;muleta&#8221; do iniciante da forma como \u00e9 feito neste livro \u00e9 um desfavor.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed consigo imaginar o leitor me questionando de novo: &#8220;<em>ent\u00e3o como posso abordar o tema dos coment\u00e1rios com um novato, Kico?<\/em>&#8220;. Respondo: tal como Steve McConnell faz no seu livro &#8220;Code Complete&#8221;. Ele mostra como alguns coment\u00e1rios podem ser ruins, mas n\u00e3o os ridiculariza e nem usa met\u00e1foras morais para te convencer disto, usa apenas fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>E sabe onde Steve McConnell fala sobre coment\u00e1rios? No cap\u00edtulo 32: &#8220;Self Documented Code&#8221;, que \u00e9 essencialmente o que Robert Martin tenta fazer neste cap\u00edtulo nefasto. Sabe o que \u00e9 ainda mais interessante? Este cap\u00edtulo est\u00e1 na segunda edi\u00e7\u00e3o do Code Complete, publicada em 2004. A primeira edi\u00e7\u00e3o de Clean Code \u00e9 de 2008. Robert Martin n\u00e3o cita Code Complete neste cap\u00edtulo. <\/p>\n\n\n\n<p>(A primeira edi\u00e7\u00e3o de Code Complete \u00e9 publicada em 1993 e foi um livro bastante influente. \u00c9 importante ter esta informa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica aqui neste par\u00eantese (que \u00e9 um coment\u00e1rio))<\/p>\n\n\n\n<p>E esta \u00e9 a argumenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de Robert C. Martin neste cap\u00edtulo. Sabe o que \u00e9 mais triste? Ele termina o cap\u00edtulo mostrando como refatorar coment\u00e1rios ao final, mas n\u00e3o diz o que seria intelectualmente honesto aqui para informar o leitor no decorrer de sua argumenta\u00e7\u00e3o: <strong>coment\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o eternos e s\u00e3o alterados conforme o c\u00f3digo muda no decorrer do tempo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em 2016 eu j\u00e1 estava na itexto&#8230;<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/escritorio_itexto.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4091\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/escritorio_itexto.jpg 640w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/escritorio_itexto-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Oferecemos um tipo de consultoria chamado &#8220;suporte de aquisi\u00e7\u00e3o&#8221; na qual intermediamos quem adquire servi\u00e7os de desenvolvimento e quem presta estes servi\u00e7os. O objetivo n\u00e3o \u00e9 policiar ou fiscalizar,mas sim ajudar as duas pontas evitando conflitos e reduzindo custos: com isto detecto poss\u00edveis problemas no que est\u00e1 sendo constru\u00eddo antes que ele chegue ao cliente e, ao mesmo tempo, ajudo o cliente a entender o que de fato est\u00e1 comprando.<\/p>\n\n\n\n<p>(e, claro, ajudo os fornecedores a n\u00e3o perderem seus clientes)<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos nossos primeiros casos lidei com a aquisi\u00e7\u00e3o de uma plataforma enorme. Era um projeto que j\u00e1 estava terminando o primeiro ano de desenvolvimento e estava atrasado em pelo menos tr\u00eas meses. Ainda pior: a equipe interna de desenvolvedores do cliente n\u00e3o conseguia absorver o trabalho contratado pois n\u00e3o havia documenta\u00e7\u00e3o sobre a arquitetura do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Conversando com o fornecedor ouvi algo que mudou minha vis\u00e3o inicialmente positiva do cap\u00edtulo &#8220;Coment\u00e1rios&#8221; do Clean Code: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>&#8220;N\u00f3s n\u00e3o documentamos nossa plataforma por que seguimos os princ\u00edpios \u00e1geis pregados pelo Clean Code, segundo o qual o c\u00f3digo j\u00e1 se auto explica.&#8221;<\/em><\/p>\n<cite>Vindo da lideran\u00e7a t\u00e9cnica da equipe<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Meu trabalho inicial consistiu ent\u00e3o em documentar a arquitetura que havia sido constru\u00edda junto com este fornecedor. Em dois meses salvamos o projeto: cliente e fornecedor entenderam o que estava sendo constru\u00eddo e at\u00e9 hoje este fornecedor atende este cliente com sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui entra o &#8220;Clean Code alternativo&#8221;: <strong>em momento algum do livro \u00e9 dito que arquiteturas n\u00e3o devam ser documentadas.<\/strong> Nem no livro &#8220;Clean Architecture&#8221;, publicado em 2017 algo assim \u00e9 dito.<\/p>\n\n\n\n<p>E sabe o que era mais interessante neste caso? A plataforma foi escrita em Java, mas a equipe s\u00f3 tinha experi\u00eancia com .net. Resultado: usaram os padr\u00f5es de codifica\u00e7\u00e3o do C# para um projeto Java. <\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Eu e os coment\u00e1rios<\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"404\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/kico_2023.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4092\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/kico_2023.jpg 640w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/kico_2023-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A argumenta\u00e7\u00e3o \u00f3bvia de que coment\u00e1rios em excesso s\u00e3o algo ruim na minha opini\u00e3o \u00e9 redundante: qualquer coisa em excesso \u00e9 ruim. Simples assim, \u00e9 uma cr\u00edtica que portanto nada diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 pontos que com o tempo foram se tornando mais claros para mim.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">C\u00f3digo totalmente auto explicativo \u00e9 uma ilus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria que conto de 2016 \u00e9 um bom exemplo disto: para a equipe que desenvolvia a plataforma o sistema era \u00f3bvio. O problema \u00e9 que existe mundo externo e a percep\u00e7\u00e3o deste pode ser diferente da de quem codifica. Resumindo: <strong>o que \u00e9 \u00f3bvio para voc\u00ea n\u00e3o necessariamente \u00e9 para o outro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>(a experi\u00eancia foi meses depois do meu pr\u00f3prio texto que mencionei aqui &#8211; incr\u00edvel como mudou de repente minha vis\u00e3o sobre o livro)<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o \u00e9 raro encontrar pessoas que se isolam no ato de programar, geram coisas maravilhosas, que funcionam super bem mas que, infelizmente, s\u00e3o de dif\u00edcil compreens\u00e3o para o resto do time. Talvez at\u00e9 mesmo por terem uma forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que n\u00e3o seja a mesma que a da equipe (matem\u00e1ticos, por exemplo). Nestes casos coment\u00e1rios agregam, e muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Indo al\u00e9m, sempre h\u00e1 um contexto: o c\u00f3digo nunca existe por si mesmo. Existe um contexto em que ele foi gerado. Este contexto pode ser hist\u00f3rico (a situa\u00e7\u00e3o da empresa naquele momento). Ter esta informa\u00e7\u00e3o ajuda muito a entender por qu\u00ea foi codificado daquela maneira e, mais importante: por que funciona ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 outro fator tamb\u00e9m: equipes mudam, mas raramente muda o stakeholder do projeto. E este precisa do m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para que possa manter sua <strong>posse<\/strong> sobre o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>(Knuth tentou algo similar com <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Literate-Programming-Donald-Ervin-Knuth\/dp\/0937073806\"><em>literate programming<\/em> <\/a>muitos anos antes e a ideia n\u00e3o vingou)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre coment\u00e1rios &#8220;mentirosos&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<p>Atuo profissionalmente desde 1996: na minha experi\u00eancia nunca vi algu\u00e9m mentir em um coment\u00e1rio. O que j\u00e1 vi foi algum coment\u00e1rio desatualizado. Mas sabe de uma coisa? Nestes casos quem dava a manuten\u00e7\u00e3o simplesmente os atualizava e o problema estava resolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca foi um problema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Coment\u00e1rios redundantes<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 chato encontrar um coment\u00e1rio redundante? Sim, concordo: mas nunca vi um coment\u00e1rio redundante ferir a produtividade de algu\u00e9m. Indo al\u00e9m, tal como disse neste mesmo texto, normalmente quando os encontro s\u00e3o escritos por quem est\u00e1 come\u00e7ando e os usa para ter alguma seguran\u00e7a sobre o que est\u00e1 sendo produzido.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed como voc\u00ea resolve o problema? Simples: no momento do code review voc\u00ea os remove se forem realmente redundantes e explica para o autor dos mesmos por que o fez de forma civilizada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2016 escrevi sobre como voc\u00ea pode usar coment\u00e1rios para contar a hist\u00f3ria daquele sistema. Ainda mantenho minhas posi\u00e7\u00f5es sobre o que disse ali (s\u00f3 discordo da recomenda\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que fa\u00e7o ao final). Caso queira ler, segue <a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=2490\">o link<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sobre a quest\u00e3o de cr\u00e9ditos e autoria nos coment\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<p>Discordo de Robert Martin quando ele diz que n\u00e3o faz sentido incluir cr\u00e9ditos e autoria do c\u00f3digo dado que temos sistemas de controle de vers\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea lida com c\u00f3digo que implementa algoritmos muito espec\u00edficos (matem\u00e1ticos ou f\u00edsicos por exemplo) \u00e9 muito \u00fatil ter a autoria ali, pois fica muito mais f\u00e1cil saber a quem procurar. E convenhamos: \u00e9 bem mais f\u00e1cil que ficar consultando log de commits, n\u00e9?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Coment\u00e1rios como ferramenta de design<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante o livro n\u00e3o mencionar isto, mas observo em mim e outras pessoas o uso de coment\u00e1rios como ferramenta de design. Direto me pego escrevendo coment\u00e1rios antes do c\u00f3digo que vou construir para tornar mais claro para mim o que de fato quero fazer ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Os escrevo no topo das classes ou fun\u00e7\u00f5es, e na sequ\u00eancia simplesmente os traduzo para c\u00f3digo fonte. E sabe o que \u00e9 mais legal? Costumam virar uma documenta\u00e7\u00e3o super \u00fatil para quem vai dar manuten\u00e7\u00e3o depois, pois fica claro ali qual era o objetivo inicial daquele c\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ano passado fiquei muito surpreso ao ler isto no livro  &#8220;<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Philosophy-Software-Design-2nd\/dp\/173210221X\/\">A Philosophy of Software Design<\/a>&#8221; no qual o autor descreve exatamente este processo de cria\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, neste livro est\u00e3o os melhores cap\u00edtulos que j\u00e1 li sobre o tema &#8220;Coment\u00e1rios&#8221;. Recomendo muito a leitura, especialmente por ter um contraponto muito interessante em rela\u00e7\u00e3o ao &#8220;C\u00f3digo Limpo&#8221; no que diz respeito a este assunto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Concluindo?<\/h2>\n\n\n\n<p>Levou anos para escrever este texto, mas finalmente saiu! Na \u00e9poca n\u00e3o podia narrar estas experi\u00eancias pois estava atuando no projeto que mencionei e este post poderia ter gerado um grande constrangimento desnecess\u00e1rio. Mas hoje com tudo resolvido, fica muito mais f\u00e1cil escrever a respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Me impressiona como estas vinte p\u00e1ginas do texto geraram problemas ao longo do tempo: nem tanto pelo texto em si, mas muito mais pelas interpreta\u00e7\u00f5es muito equivocadas do mesmo (me pergunto inclusive se estas pessoas realmente leram este livro).<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que no final das contas este \u00e9 o pior cap\u00edtulo do &#8220;Clean Code&#8221; e aquele sobre o qual mais vejo problemas. Repito o que disse na primeira parte desta s\u00e9rie: ainda acho importante a leitura do livro pela import\u00e2ncia que ele tem na forma\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es de programadores aqui no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que com esta s\u00e9rie eu possa ter lhe mostrado como extrair um pouco mais da leitura deste livro e mesmo outros que possam seguir a mesma (pobre) linha argumentativa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso deste cap\u00edtulo tenho uma sensa\u00e7\u00e3o diferente: tal como <a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=2555\">j\u00e1 escrevi<\/a>, os textos que mais gosto s\u00e3o aqueles dos quais discordo pois a leitura se torna um di\u00e1logo com o qual aprendo. N\u00e3o \u00e9 o caso aqui: a argumenta\u00e7\u00e3o t\u00f3xica nos trouxe problemas no futuro, e n\u00e3o vejo muitas pessoas escrevendo a respeito, o que s\u00f3 aumenta o problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez eu escreva mais sobre o livro, mas agora vou aproveitar que voltei a escrever para falar sobre outras coisas por enquanto. At\u00e9 l\u00e1!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que acredito que o cap\u00edtulo sobre coment\u00e1rios no livro &#8220;C\u00f3digo Limpo&#8221; (Clean Code) nos trouxe mais problemas que solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4084,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-gradient":""}},"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[35,33],"tags":[145,144,149,147,146],"class_list":["post-4077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-armadilhas","category-livros","tag-codigo-limpo","tag-clean-code","tag-comentarios","tag-robert-martin","tag-uncle-bob"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.8 - 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