{"id":823,"date":"2010-10-20T22:07:00","date_gmt":"2010-10-21T01:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=823"},"modified":"2010-10-20T22:07:00","modified_gmt":"2010-10-21T01:07:00","slug":"maquiavel-e-os-palpiteiros-da-ti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/?p=823","title":{"rendered":"Maquiavel e os palpiteiros da TI"},"content":{"rendered":"<p>Estou relendo &#8220;O Pr\u00edncipe&#8221; de Maquiavel: o que \u00e9 realmente bacana neste texto \u00e9 como se aplica a pr\u00e1ticamente todas as esferas do cot\u00eddiano. Claro: eu precisava trazer algo para a minha \u00e1rea: desenvolvimento de software. Vou tratar \u00a0do cap\u00edtulo XXIII, chamado &#8220;De como se devem evitar os aduladores&#8221;. Troque o termo <em>adulador<\/em> por <em>palpiteiro<\/em> e a transi\u00e7\u00e3o para o nosso dia-a-dia se torna quase auto evidente. <strong>Este \u00e9 um post voltado para desenvolvedores, mas a mensagem que espero transmitir \u00e9 muito mais importante para aqueles que contratam nossos servi\u00e7os.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/maquiavel.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-824\" title=\"maquiavel\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/maquiavel.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/maquiavel.jpg 600w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/maquiavel-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>Do que trata &#8220;O Pr\u00edncipe&#8221; e como se aplica a n\u00f3s<\/h3>\n<p>Neste texto, o objetivo final de Maquiavel &#8211; al\u00e9m de dar uma bela puxada de saco no Lorenzo de Medici &#8211; \u00e9 expor quais s\u00e3o os tipos de principados e como seus governantes (os pr\u00edncipes) devem proceder de modo a mant\u00ea-los. H\u00e1 muito preconceito relacionado a este livro gra\u00e7as a express\u00e3o &#8220;maquiav\u00e9lico&#8221; que costuma-se aplicar a qualquer indiv\u00edduo tido como ardiloso, calculista, cruel, etc. Nah! Este preconceito \u00e9 apenas uma vis\u00e3o fora de contexto, e eu tenho uma vis\u00e3o bastante pessoal deste trabalho.<\/p>\n<p>Na minha opini\u00e3o, o conceito de &#8220;principado&#8221; ou &#8220;reino&#8221; pode ser visto tamb\u00e9m como o meu dom\u00ednio pessoal sobre alguma coisa, seja esta minha vida, relacionamentos ou trabalho. E as mesmas regras que Maquiavel nos ensina aplicar para manter e aprimorar estes principados tamb\u00e9m podem ser aplicados neste diferente contexto. O que torna uma obra cl\u00e1ssica \u00e9 a sua universalidade. Se &#8220;O Pr\u00edncipe&#8221; fosse \u00fatil apenas para a manuten\u00e7\u00e3o de reinados dos s\u00e9culos XV-XVI, hoje este livro seria apenas uma curiosidade hist\u00f3rica, o que de fato, n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es tidas como violentas aos dias de hoje, como por exemplo aniquila\u00e7\u00e3o do principe anterior e sua estirpe ou destrui\u00e7\u00e3o de principados tamb\u00e9m deve ser trazida para este novo contexto. Ao inv\u00e9s de destrui\u00e7\u00e3o e assassinatos, substitua-os por reconstru\u00e7\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sim, eu sou &#8220;maquiav\u00e9lico&#8221;.<\/p>\n<h3>Mas e os palpiteiros?<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/subgenius.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-829\" style=\"margin: 10px;\" title=\"subgenius\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/subgenius-201x300.gif\" alt=\"\" width=\"201\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/subgenius-201x300.gif 201w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/subgenius.gif 478w\" sizes=\"(max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><\/a>Quando se contrata \u00a0servi\u00e7os de desenvolvimento de software &#8211; ou qualquer outro tipo \u00a0&#8211; \u00a0\u00e9 de extrema import\u00e2ncia que o cliente consulte outras fontes al\u00e9m da empresa\/profissional(is) com o qual est\u00e1 tratando. \u00c9 um passo fundamental para que se evite cair no golpe do especialista, que infelizmente \u00e9 bastante comum, principalmente na nossa \u00e1rea. <strong>O problema \u00e9: quais s\u00e3o estas fontes<\/strong>.<\/p>\n<p>Maquiav\u00e9licamente falando, o pr\u00edncipe \u00e9 o cliente, e seu reino o projeto que est\u00e1 patrocinando. Citando Maquiavel, iremos falar de <em>&#8220;um erro do qual os Pr\u00edncipes s\u00f3 com dificuldade se defendem, se n\u00e3o s\u00e3o muito prudentes ou n\u00e3o fazem boa escolha. Refiro-me aos aduladores de que as <strong>cortes<\/strong> est\u00e3o cheias; porque os homens se comprazem tanto nas coisas pr\u00f3prias e de tal modo se enganam nestas que \u00e9 com dificuldade que se defendem dessa <strong>peste<\/strong>&#8220;<\/em>.<\/p>\n<p>O termo <strong>corte<\/strong> tamb\u00e9m deve ser transportado para o nosso contexto. Por <strong>corte<\/strong> entenda as pessoas com as quais o cliente se relaciona. \u00c9 na corte que o palpiteiro (o <em>adulador <\/em>na linguagem de Maquiavel<em>)<\/em> se esconde. Ele possui v\u00e1rios nomes, sendo os mais comuns <em>vizinho, amigo, sobrinho, colega, enteado..<\/em>. E todos possuem algo em comum: <strong>quase nenhuma ou nenhuma <\/strong>experi\u00eancia ou conhecimento da \u00e1rea em que est\u00e3o opinando.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil perceber a a\u00e7\u00e3o de um palpiteiro. Normalmente resultam em frases com sintaxe similar \u00e0 exposta abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center; background: #dedede; padding: 2.0em;\"><em>Um <strong>[colega\/amigo\/amigo de um amigo\/sobrinho\/qualquer nome que identifica um palpiteiro]<\/strong> me disse que <strong>[algo absurdo e que ir\u00e1 tornar a sua vida profissional um inferno caso aplicada e causar\u00e1 preju\u00edzos ao cliente sem que ele se d\u00ea conta]<\/strong> e eu acho que a gente devia fazer assim.<\/em><\/p>\n<p>Muitas vezes, ao consultar um palpiteiro, este por ser tamb\u00e9m um puxa-saco simplesmente n\u00e3o diz a verdade com medo de chatear algu\u00e9m. Neste caso o cliente pode evitar o problema de uma forma simples. Usando as palavras de Maquiavel: voc\u00ea deve <em>&#8220;fazer com que os homens entendam n\u00e3o ste fazer ofensa por dizer a verdade&#8221;<\/em>. O problema \u00e9 que o palpiteiro nunca \u00e9 confi\u00e1vel.<\/p>\n<h3>De onde v\u00eam o poder do palpiteiro e o que n\u00f3s, desenvolvedores, podemos fazer<\/h3>\n<p>Seu cliente n\u00e3o \u00e9 um imbecil, tenha isto em mente. Muitas vezes, ele simplesmente n\u00e3o conhece o contratado o suficiente para que possa ter confian\u00e7a total. Nestes casos, nada mais natural que busque opini\u00f5es das pessoas que conhece a mais tempo.<\/p>\n<p>Mas nem tudo est\u00e1 perdido quando o palpiteiro entra em cena. H\u00e1 algumas coisas que voc\u00ea pode fazer:<\/p>\n<ul>\n<li>Apresentar um bom curr\u00edculo logo no momento em que inicia-se seu contato com o cliente.<\/li>\n<li>Mostrar argumentos e provas que anulem as barbaridades ditas por esta peste chamada palpiteiro. Resumindo: <strong>provar<\/strong> que o &#8220;vizinho&#8221; do seu cliente est\u00e1 errado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Se mesmo assim o cliente teime que o seu palpiteiro est\u00e1 correto, pe\u00e7a-lhe que assine um contrato se responsabilizando por quaisquer danos causados pela sua cegueira. Ele com certeza assinar\u00e1, afinal de contas, o que pode dar errado ao ouvir um &#8220;bom conselho&#8221; do seu vizinho\/colega de trabalho\/sobrinho, n\u00e3o \u00e9 mesmo? :)<\/p>\n<h3>Como o cliente pode evitar esta peste<\/h3>\n<figure id=\"attachment_832\" aria-describedby=\"caption-attachment-832\" style=\"width: 236px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Bernard_Madoff\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-832\" title=\"Bernard Madoff\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/BernardMadoff-236x300.jpg\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/BernardMadoff-236x300.jpg 236w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/10\/BernardMadoff.jpg 306w\" sizes=\"(max-width: 236px) 100vw, 236px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-832\" class=\"wp-caption-text\">Bernard Madoff<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quem fica em uma situa\u00e7\u00e3o realmente complicada nesta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o cliente. Afinal de contas, sempre h\u00e1 o medo de se estar sendo enganado pelo contratado. Como saber que n\u00e3o est\u00e1 caindo no golpe de um &#8220;<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Bernard_Madoff\" target=\"_blank\">Madoff<\/a>&#8220;, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>Neste caso, Maquiavel nos diz: o pr\u00edncipe deve <em>&#8220;conduzir-se (&#8230;) escolhendo em seu Estado homens s\u00e1bios, e s\u00f3 a estes deve dar o direito de falar-lhe a verdade a respeito, por\u00e9m, <strong>apenas das coisas que ele lhes perguntar<\/strong>&#8220;<\/em>. Por <strong>homens s\u00e1bios<\/strong>, entenda o contratado e outras pessoas que tenham conhecimento <strong>comprovado<\/strong> no dom\u00ednio em quest\u00e3o. No caso do software, s\u00e3o aqueles que conhecem a l\u00f3gica de neg\u00f3cio do que est\u00e1 sendo implementado OU tenham o conhecimento t\u00e9cnico m\u00ednimo para que n\u00e3o digam bobagem e causem trag\u00e9dias.<\/p>\n<p>Repare em outro detalhe: voc\u00ea deve ser espec\u00edfico, e exigir como resposta apenas aquilo que perguntou. Resumindo: n\u00e3o permita aos seus &#8220;s\u00e1bios&#8221; divagar demais. Mantenha o foco.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, com base apenas neste conhecimento, ai sim a sua rela\u00e7\u00e3o com o desenvolvedor poder\u00e1 se dar de forma produtiva, valorosa e, ainda mais importante, confi\u00e1vel. Confian\u00e7a \u00e9 tudo no nosso neg\u00f3cio.<\/p>\n<h3>Palpiteiros em a\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Finalizo este post expondo um caso real. Aconteceu em uma empresa que nutro muita estima. \u00a0Treze anos atr\u00e1s \u00a0esta iniciou o desenvolvimento dos seus sistemas internos com o objetivo de aumentar a produtividade. \u00c9 uma companhia composta por pessoas de extrema genialidade e, exatamente por se tratarem de pessoas muito inteligentes (s\u00e3o realmente brilhantes), \u00e9 o melhor exemplo que conhe\u00e7o dos preju\u00edzos que um palpiteiro pode causar.<\/p>\n<p>Nos prim\u00f3rdios, alguns palpiteiros vieram com o seguinte argumento aos donos da empresa:<\/p>\n<p style=\"background: #dedede; padding: 2.0em;\"><em>O melhor formato para armazenamento de dados \u00e9 o Microsoft Access 97: um banco de dados confi\u00e1vel e universal. Todo mundo tem o Access instalado porque v\u00eam com o Office! Sendo assim, quando precisarem enviar informa\u00e7\u00f5es aos seus clientes, basta enviar o arquivo MDB pra eles. Nada pode dar errado! Voc\u00eas deviam pedir isto aos seus desenvolvedores.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/access97.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-168\" style=\"margin: 10px;\" title=\"access97\" src=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/access97-300x185.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/access97-300x185.png 300w, https:\/\/devkico.itexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/11\/access97.png 400w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Apenas por um momento, procure ignorar o que voc\u00ea sabe sobre o Access. Para um leigo em desenvolvimento de software (como 99,999% da popula\u00e7\u00e3o mundial), este \u00e9 um argumento que faz muito sentido. O que poderia dar errado em usar este formato? E ainda tem um plus a mais: seus clientes poderiam fazer consultas avan\u00e7adas nos dados que voc\u00ea enviou a eles e talvez at\u00e9 gerar novos relat\u00f3rios, certo? Repito a pergunta: <em>o que poderia dar errado?<\/em><\/p>\n<p>Em 1997, nada. Realmente, a empresa era muito menor, e de fato o Access vinha com o Office por padr\u00e3o. Al\u00e9m disto, a esmagadora maioria dos livros de programa\u00e7\u00e3o da \u00e9poca nas linguagens mais populares (VB e Delphi) ensinavam a programar em banco de dados usando o Access (malditos autores!!!). Resumindo: o mundo era mais simples, e querendo ou n\u00e3o, naquele momento, o Access realmente supriria as necessidades, por mais absurdo que possa parecer o que estou dizendo.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que a empresa cresceu, o tempo passou, a quantidade de dados acumulada aumentou de forma exponencial e, somente hoje, 13 anos depois \u00e9 que est\u00e3o come\u00e7ando a conseguir migrar parte dos seus dados para outro SGBD. Aquele pitaco inicial gerou um preju\u00edzo na ordem de <strong>milh\u00f5es<\/strong> de reais.<\/p>\n<p>E isto aconteceu com pessoas geniais. Ser\u00e1 que voc\u00ea ou eu, meros mortais, estamos livre dos perigos de um palpiteiro?<\/p>\n<h3>Concluindo<\/h3>\n<p>No final das contas: \u00e9 uma quest\u00e3o de prud\u00eancia, e eu n\u00e3o consigo expressar esta conclus\u00e3o melhor que Maquiavel:<\/p>\n<p style=\"padding: 2.0em; text-align: center; background: #dedede; font-size: 1.6em;\"><em>&#8220;(&#8230;) os bons conselhos , de onde quer que provenham, nascem da prud\u00eancia do Pr\u00edncipe, ao passo que a prud\u00eancia do Pr\u00edncipe n\u00e3o depende dos bons conselhos&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>PS: eu <b>odeio<\/b> o Access :)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou relendo &#8220;O Pr\u00edncipe&#8221; de Maquiavel: o que \u00e9 realmente bacana neste texto \u00e9 como se aplica a pr\u00e1ticamente todas as esferas do cot\u00eddiano. 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